INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA FORMAÇÃO DOCENTE: DESAFIOS, COMPETÊNCIAS E PERSPECTIVAS EDUCACIONAIS

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Introdução: A inserção da Inteligência Artificial (IA) na educação tem provocado transformações significativas nas práticas pedagógicas e nos processos de ensino e aprendizagem, exigindo novas competências por parte dos professores. Nesse contexto, a formação docente assume papel central, uma vez que a integração das tecnologias digitais ainda enfrenta desafios como resistência à mudança, lacunas formativas e limitações estruturais. Além disso, a literatura destaca a necessidade de um letramento digital e em IA que vá além do uso técnico, incorporando dimensões éticas, críticas e pedagógicas. A UNESCO, por meio do AI Competency Framework for Teachers, reforça a importância de preparar educadores para o uso responsável e eficaz dessas tecnologias. Objetivos: Este estudo como objetivo analisar os desafios, competências e perspectivas educacionais relacionadas à inserção da Inteligência Artificial na formação docente, com base na literatura sobre o tema. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada na análise de estudos recentes que abordam a relação entre IA e formação docente. A seleção dos artigos considerou estudos publicados nos últimos cinco anos, garantindo a atualidade e relevância das discussões. A análise dos dados ocorreu por meio da técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Bardin, permitindo a organização e categorização das informações em eixos temáticos, como desafios, competências, estratégias formativas, aspectos éticos e perspectivas futuras. Resultados: A análise dos artigos evidencia que a falta de formação específica e continuada é a principal barreira à integração da IA na escola. Observa-se também resistência dos docentes à mudança, frequentemente associada à insegurança, ao medo e à permanência de práticas tradicionais de ensino. Também se destacam problemas relacionados à infraestrutura inadequada, como limitações de hardware, conectividade e recursos tecnológicos, além da desigualdade de acesso às tecnologias, que evidencia a persistência da exclusão digital e de disparidades regionais. Outros aspectos incluem a ausência de políticas públicas eficazes e as preocupações éticas relacionadas à privacidade e à proteção de dados dos alunos, reforçando a necessidade de regulação e suporte institucional. Ademais, surgem questões como a falta de transparência algorítmica e o risco de vieses discriminatórios. Também se encontram desafios na dificuldade em avaliar a eficácia da formação tecnológica. Conclusão: Conclui-se que a integração da IA na educação depende, sobretudo, do fortalecimento da formação docente, aliada a investimentos em infraestrutura, políticas públicas eficazes e diretrizes éticas bem definidas. A superação das barreiras identificadas exige ações articuladas que promovam o desenvolvimento de competências digitais, reduzam desigualdades de acesso e garantam o uso crítico e responsável da IA, consolidando-a como uma ferramenta de apoio ao processo educativo, e não como substituta do professor.

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DOI: 10.5281/zenodo.20735248

Publication Date: 2026-06-17

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